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Postagem 9 – Lula e a Esquerda

E então minha gente. Tudo bem?

Eu tenho uma novidade para vocês. Melhor dizendo, uma atualização: Lula não venceu as eleições no ano passado. Foi Bolsonaro que perdeu. Parece uma afirmação idiota, mas não é. E faz uma grande diferença. Deixa eu explicar:

Qualquer nome com alguma projeção no cenário brasileiro naquela época, desde que não fosse outro candidato apresentado pela esquerda, ganharia a eleição. Óbvio, deveria contar com o apoio da elite financeira. Eu me refiro à elite financeira e empresarial mesmo, não essa vagabunda, de empresáriozinhos novos-ricos, arrogantes, que apoiavam o presidente louco. Um candidato da ansiada Terceira Via ganharia a eleição se Lula não estivesse no páreo e se, vejam bem, se nenhum outro candidato de esquerda concorresse. Bolsonaro perderia para Ciro Gomes ou para Simone Tebet, como indicavam as pesquisas, quando apresentadas sem a presença de Lula. Até mesmo do próprio Alkmin, provavelmente. Sem Lula, a esquerda não teria cacife para vencer e qualquer outro candidato apresentado por eles, Haddad de novo, por exemplo, só faria dividir os votos da oposição a Bolsonaro. Lula só saiu da cadeia porque estas elites perceberam que três lideranças – esquerda sem Lula, terceira via, por mais forte que fosse, e Bolsonaro – seriam o cenário provável para a perpetuação do governo do caos. Bolsonaro ia ganhar de novo.

O que aconteceu então foi uma batalha entre os fanáticos por Bolsonaro, somados aos que rejeitavam o PT, contra os fanáticos por Lula + os que rejeitavam Bolsonaro. Contando todos os eleitores que deram a vitória a Lula, os que votaram nele pela rejeição a Bolsonaro foram mais numerosos do que os eleitores da Esquerda raiz. E foi por pouco essa vitória. O povo brasileiro, dentro de sua humilde lucidez, foi quem, mais uma vez, salvou o Brasil. Não foi a Esquerda de Lula.

Foi assim em 2014. Apesar de toda a agressividade dos Black Blocs, durante a chamada “Primavera Brasileira”, de 2013 – (exemplos aí a invasão da inocente menininha do campo do Mané Garrincha, com a obvia conivência dos administradores do evento, das depredações, no caso aí a CSN em Volta Redonda, cuja invasão foi evitada a custo pela segurança da empresa contando com a ajuda do sindicato dos metalúrgicos, por estranho que possa parecer) – e da campanha das eleições em favor do candidato da Comunidade Financeira, o Aécio Neves, a sabedoria popular prevaleceu. Essa é a capa da Isto É de dezembro de 2014, depois então das eleições. Naquela época as domésticas ainda iam para a Disneylândia. Por causa disso a Dilma ganhou. O povo não se deixou iludir. Mas aí não adiantou mais. A Comunidade Financeira perdeu a paciência e no ano seguinte veio o golpe das pedaladas. Aí então a Esquerda brasileira foi para o saco e, ao que parece, ficou por lá…

A Esquerda se manteve calada, acovardada, inerte, inútil e omissa durante os quatro anos de barbárie que assolaram o Brasil. Aí chegaram as eleições e a atitude não mudou, justamente quando se fazia mais necessário. Continuaram acovardadas, com medo até de se organizar e de se manifestar, para não ter que enfrentar os agressivos bolsomínions. Sem plásticos nos carros, sem pichações, sem se organizar para apresentar reação física às provocações, sem criar entidades populares para enfrentar, pelo menos na justiça, as agressões infralegais que a sociedade sofreu da corja bolsominiom fanatizada. Sindicatos mudos e acovardados, estudantes intimidados e sem liderança, defensores do meio ambiente caladinhos, deixando a boiada passar sem esboçar reação. Desculpe, mas o Partido Verde foi uma piada durante esse tempo todo de devastação. Nenhuma manifestação popular foi organizada, por exemplo. Era o mínimo que eles deviam fazer! Era até obrigação, pelo nome da sigla, que é forte no mundo inteiro… E continua uma piada, apesar de ganharem a direção do IPHAN. Já uma surpresa recente foi a boa atuação, firme, da Marina Silva no episódio dos garimpeiros e dos Ianomamis. Firme mesmo. Pelo menos, né? Parabéns!

O que eu quero dizer com tudo isso é que a Esquerda não tem o direito de exigir o atendimento de suas demandas mais radicais. A Esquerda não fala mais em nome dos oprimidos, dos necessitados, dos abandonados. O povo não votou na agenda deles. Eles não fizeram nada para derrubar Bolsonaro, então não têm direito a prioridades do governo. No que as suas demandas se confundirem com os anseios populares, serão benvindos. Nas “ideologias” chamadas progressistas, têm mais é que ficar calados, porque, para isso, não contam com o apoio popular.

Empoderamento, essa é a palavra que define os projetos ideológicos da Esquerda moderna, dita progressista, alienada dos humildes e dos famintos. Empoderamento da mulher, em detrimento dos homens, empoderamento dos negros, em detrimento dos não negros, empoderamento das lideranças indígenas, em detrimento dos anseios dos verdadeiros índios, empoderamento dos que assumirem qualquer tipo de posicionamento sexual diferenciado, em detrimento dos que tocam sua vida dentro da normalidade afetiva. Por que não se fala em empoderar os pobres, os humildes e os necessitados?

Começa que é muito difícil encontrar-se um negro no Brasil. Aqui tem preto, mulato, pardo, moreno, matuto, sertanejo, caipira, escurinho, de cor, da cor, mestre, sangue bom e assim por diante. Os verdadeiros brasileiros. Negro é na África, raça pura. Assim como branco mesmo é na Europa. Branco é o que fica com a pele vermelha quando pega sol. Se você fica moreno, você não é branco. Sério. Você não acredita, mas é assim que os brancos nos consideram. Não brancos. Quem me ensinou isso foi uma moça, no restaurante do hotel onde eu estava hospedado em Montreal, Canadá, por ocasião de uma missão oficial da qual eu participava. Sentei ao seu lado para conversar e, lá pelas tantas, ela me saiu com essa. Talvez fosse até para se livrar a minha companhia. Mas entendi o seu ponto de vista, que certamente não é só dela. Ela não inventou. Ensinaram para ela.

A mesma coisa em relação aos “povos originários”. Esse termo é uma cópia do “First Nations”, adotado pelo Canadá. Lá você não pode dizer “índio”, porque vai ser corrigido e pode até ser acusado de alguma coisa. Para mim índio é o ser humano que está isolado da civilização e AINDA não teve  oportunidade de se integrar ao mundo moderno, que é o que ele quer. Ou vai ter que querer. Óbvio que isso tem que ser feito de maneira segura, sempre patrocinada pelo Estado e sem destruir sua identidade histórica e cultural. Ele não pode fazer isso sozinho, por mais terras que possua. Já “povo originário” é o nome da massa de manobra que vai servir de instrumento para objetivos que não têm nada a ver com os anseios dos verdadeiros índios. Esse é um tema interessante que pretendo discutir mais para frente.

Idem em relação ao que eu chamo de “portadores de sexualidade diferenciada”, para os que acreditam que o seu desvio de sexualidade é causado por problema genético ou estrutural, ou que eu chamaria de “posicionamento sexual diferenciado” para os que assumidamente optaram por esta condição. PSD, em ambos os casos. Este seria um termo muito bom de ser adotado pela terminologia oficial do governo para se referir a este segmento da população, já que o termo LGBTQUIA+ não traduz muita coisa. Vai ser, com certeza, modificado a cada nova aberração que surgir. Espero que a pedofilia e a antropofagia não sejam daqui a pouco agregadas ao rol das opções à disposição dos que se julgam superiores aos ditames da natureza.

Sugiro até um plebiscito, para ver onde estas “ideologias progressistas” iriam parar. Aí poderíamos verificar na realidade qual o grau de aceitação das suas posições pela população brasileira e, de repente, estabelecer os limites a serem colocados para as suas exigências. Seria realmente o caso, já que são temas que afetam profundamente a sociedade como um todo. Como já foi estabelecido e implementado na maioria dos países, inclusive com muita força aqui, todas as diferenças devem ser aceitas, protegidas e plenamente integradas à sociedade. Mas jamais impostas como superiores, detentoras de privilégios ou com direito a impor suas verdades aos demais. (vou repetir:)

Voltando ao problema das eleições e de quem venceu na verdade, para concluir o raciocínio, qualquer postura radical da esquerda, nesse momento que estamos vivendo, será arrogante e descabida, fruto de uma pseudo-vitória que não lhes pertence.

É isso aí, minha gente. Hoje foi um pouco mais curto. É que esse assunto estava engasgado…

Um abraço!

Rodrigo Utopia

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