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Postagem 7 – O Golpe M2

Boa tarde, pessoal.

Semana passada nós assistimos, finalmente, à esperada tentativa de golpe, prometida por Bolsonaro ao longo dos seus quatro anos de governo. Ou melhor, de desgoverno, né? Todos assistimos à tragédia em tempo real, graças à cobertura da mídia e à onipresença do WhatsApp. Esse muito mais eficiente. Tudo sem edição ou censura. O que os repórteres documentavam do lado de fora, era complementado pelos filmes e fotos produzidos do lado de dentro da baderna. Deslumbrados com a facilidade que tiveram em ocupar a Esplanada e invadir os prédios, os protagonistas se deliciavam em mandar para os amigos e parentes as imagens do ato heroico e histórico do qual estavam participando.

No final, os que não tinham parentes ou conhecidos militares, foram parar na Papuda.

Vamos reproduzir algumas das imagens disponíveis para que tudo fique, de alguma forma, registrado em nossa memória. Em breve, conforme o sabor da conveniência, essas imagens provavelmente desaparecerão ou não serão mais veiculadas com frequência. Vamos fazer isso enquanto tudo não vira uma enorme Pizza.

A ideia do golpe bolsonaresco seria desencadear a “Primavera Brasileira”. Todos sabem do que se tratam essas primaveras. Se não, sugiro mais uma vez a leitura do meu livro. Essa tentativa de “Primavera” já havia ocorrido em 2013, visando a deposição da Dilma. Não deu certo e colocaram a culpa das ações em força, ilegais, nos “Black Bloks”, assim como dessa vez estão colocando nos “Petistas Infiltrados”. A Dilma foi reeleita e teve de ser derrubada depois na base das pedaladas, em um conluio descarado envolvendo os três poderes. Temer que o diga.

Mas vamos ao que aconteceu agora, domingo passado: a partir do resultado do segundo turno, em outubro de 2022, os manifestantes ocuparam a frente dos quartéis, em todo o Brasil, acampando nos locais ocupados de forma simbólica. Os quarteis em frente não só permitiam essa ocupação, como apoiavam, sem sombra de dúvida. Os golpistas estavam se valendo da estratégia característica desse tipo de movimento, as chamadas primaveras: ocupação de pontos críticos, praças ao redor do mundo, como a Tahrir no Egito, Taksim na Turquia e Maidan, na Ucrânia. No nosso caso, os acampamentos seriam apenas os locais de gestação do movimento, visando a ocupação futura, no momento oportuno, de pontos chave, como a Praça dos três Poderes, a Av 23 de Maio, etc. Não fizeram mais bloqueios de estrada nem manifestações em frente às lojas da Havan. Lá eles poderiam ser desbaratados pelo Poder Público. Até presos. Em frente aos quartéis, não. Lá eles ficariam, como ficaram, intocados, graças à proteção real do Exército. Aconteceu então como o esperado: o Exército acolheu a multidão que chegou a Brasília na noite sábado, protegeu, liberou para a ocupação da Esplanada e os acolheu de novo no regresso da baderna, na noite de domingo, quando os terroristas, perseguidos pela polícia, se refugiaram no acampamento da Praça dos Cristais.

Ao mesmo tempo foi preparada uma blindagem contra uma possível reação organizada por parte do governo recém-eleito. A manifestação foi considerada pacífica e legal pelas SSP/DF e a PM ajudou na sua realização. Para que ninguém interferisse, logo antes do fim de semana as equipes de chefia na Segurança Pública foram substituídas, os postos chave foram ocupados por pessoal comprometido com o movimento e o reforço da guarda do Palácio Presidencial foi misteriosamente liberado. Os manifestantes recém-chegados, junto com os acampados de sempre, foram então conduzidos de forma organizada até a Praça dos Três Poderes. Se sentiam completamente apoiados. Óbvio! Eu também me sentiria! Todos os militares estavam com eles! Podiam fazer o que quisessem. Podiam ocupar os palácios que ninguém os tiraria de lá. No dia seguinte, segunda-feira, os poderes da República não poderiam ir trabalhar e o Exército teria que decretar Estado de Defesa ou medida equivalente pela falência total das Instituições. O governo eleito teria sido deposto então pela legítima “pressão popular”. Esse era o plano.

Os manifestantes foram escoltados até a Esplanada dos Ministérios e ocuparam a mesma a partir das 14:45. Invadiram as sedes dos três poderes da república, destruíram e vandalizaram tudo que encontraram pela frente sem oposição da Polícia e do Exército. Estes estavam presentes no local com seus contingentes normais, como se tudo não passasse de um evento programado. Uma comemoração patriótica. A Polícia do Senado atua de forma heroica na defesa do Congresso, enquanto os policiais militares tiram selfies e conversam com os baderneiros na pista do Eixo Monumental, onde se mantinham impávidos. Após a intervenção na Segurança do DF decretada pelo Presidente, as forças da PMDF recebem novas ordens e os batalhões de choque invadem os prédios ocupados, realizando as prisões dos baderneiros que, ao que parece, pretendiam manter a ocupação como uma estratégia golpista de “fato consumado”. Apostavam na adesão do Exército e das forças policiais.

Os presos são levados para as instalações da PF e, já de noite, uma vez liberada a Esplanada, as forças da SSP/DF se dirigem ao acampamento da Praça dos Cristais para acabar definitivamente com o movimento golpista. Lá se encontravam os que haviam sido dispersados pela PM na Esplanada, em princípio para aguardar o retorno nos ônibus que os haviam trazido para a capital, mais os acampados de Brasília, que ainda não haviam entendido o que acontecera e insistiam em manter o protesto. Todos já haviam cumprido o seu papel e foram abandonados pelos organizadores à própria sorte. Mas o Exército ainda insiste… As tropas da 11ª RM impedem ostensivamente, com o uso inclusive de blindados, o acesso da Polícia à praça, que é área militar. Após um impasse meio tenso, os dois “partidos” chegam a um acordo, aparentemente com a Polícia se oferecendo a levar os golpistas para uma área “federal”, onde embarcariam nos ônibus que os haviam trazido, e o Exercito acreditando. Os passageiros se transformaram em prisioneiros e são levados para as instalações policiais para indiciamento. Daí para a frente as prisões, o desencanto e as ofensas revoltadas às “FFAA”

Vamos às imagens então:

  1. Incentivo à ocupação de Brasília para anular o resultado da eleição: desde a chegada de blindados no porto de Santos até as ameaças de resistir para a tomada do poder. No final da expulsão dos agentes da AGEFIS que foram no sábado, dia 07 retirar as barracas de camelôs que atuavam na Praça dos Cristais e foram impedidos de atuar pelos soldados;
  2. Orientação da PM aos manifestantes e marcha do QG do Exército para a Esplanada. Era um movimento pacífico e honesto, segundo a PM…;
  3. Ocupação da Esplanada e as suas reivindicações pacífica;
  4. Invasão dos prédios dos três poderes e depredação;
  5. Ação da SSP/DF e confrontos com o Exército, que fez até barricada para impedir o acesso da PM ao Palácio do Planalto. “Tá maluco?”, perguntou o PM ao Coronel que tentava impedir a entrada…;
  6. Drama na Praça dos Cristais. O Exército acaba negociando a retirada dos manifestantes que estavam sob sua proteção, acreditando provavelmente que seriam liberados em outro local para tomarem os ônibus de retorno;
  7. Prisão dos baderneiros. Exército não cumpre a promessa que, na realidade, jamais foi feita;
  8. Manifestação do “Anonymous”, sinalizando uma interferência ou um apoio internacional ao movimento, mais especificamente da CIA, que manipula aquela entidade virtual.

É isso aí, meus amigos. Essa postagem serve só para registrar o fato, para salvar uma memória, já que essas imagens circularam livremente, como já vimos. É que o susto foi grande. Dessa vez a mídia global achou melhor não distorcer os fatos e cumprir o seu papel de informar de forma isenta. Acabou produzindo um jornalismo honesto. Lula tem que aproveitar a lua de mel. Quando foi que, na história deste país, a mídia se preocupou em colocar Lula em destaque e evidência?

Como podemos imaginar, provavelmente em breve essas imagens vão sumir e tudo vai virar uma grande Pizza.

Um abraço!

Rodrigo Utopia

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