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Oração para o Natal

Boa noite, pessoal!

Hoje eu queria fugir um pouco da discussão dos fatos da atualidade e do debate político, aqui no Blog.

Estamos vivendo o período das festas de Natal, quando se comemora o aniversário de Cristo. Vamos então aproveitar para falar sobre o Pai Nosso, a única oração que ele verdadeiramente nos ensinou.

Mas quem sou eu para comentar essa oração quase mágica? Que autoridade ou conhecimento eu tenho para isso? Não preciso de autoridade. Ninguém precisa de autorização para isso. Agindo assim eu estou atendendo justamente ao que a oração me pede: rezar com consciência do que está sendo dito, em vez de recitar um mantra sem significado. Cada um deverá ter a sua própria interpretação do sentido da oração, eu imagino. Então estou apenas dando a minha visão, como contribuição. Ok?

Essa oração, que é universal entre os cristãos do mundo todo, chegou até nós pelos apóstolos de Cristo. Eles escreveram os seus evangelhos, narrando a história e os ensinamentos que lhes foram transmitidos por Jesus. A oração do Pai Nosso aparece em todos eles com o texto mais ou menos igual, com o mesmo formato. E como ela aparece em todos eles, a sua autenticidade pode ser considerada inquestionável. É como fazemos em uma pesquisa de Inteligência…

O Pai Nosso não é uma súplica, ou um pedido, ou um louvor extasiado, como as demais orações criadas pelas igrejas e seitas que vieram antes ou depois. Ela é uma profissão de fé. Aí reside muito da sua grandeza e beleza: em vez de pedir, quem está orando doa…

Vamos ao Pai Nosso então. Por partes, devagar, interpretando e entendendo o que Jesus quis nos transmitir em cada palavra da oração, que, segundo ele, lhe foi inspirada ou delegada por Deus.

Pai nosso: Deus é chamado na oração de pai. Não é o rei dos reis, o imperador, meu senhor, meu mestre, meu pastor, grandioso, excelso, majestoso ou nos exige qualquer tratamento superlativo de submissão ou adoração. É apenas o Pai que nos concebeu, que nos ama, nos protege, mas também nos educa, até com severidade, sempre que for para o nosso bem. Importante ainda perceber que a oração diz “Pai nosso”, e não “meu Pai”. Nós estaremos rezando então inseridos em um coletivo, onde não existe o “eu” e o “ele” nos separando. Todos somos filhos do mesmo pai, irmãos, sem qualquer distinção ou hierarquia entre nós: país, cor, raça, sexo, cultura, capacidade, importância, título ou mesmo religião. Eu me dirijo ao Pai junto com os demais, em nome dos demais. Pai nosso!

Que estais no Céu: é lá que Ele deve ser procurado quando dele necessitarmos. Não será na igreja, no tempo, na sinagoga, na mesquita, nas procissões ou nas reuniões religiosas. Eu me dirijo direto ao meu Pai. Meu pai me escuta e me acolhe sem intermediários

Santificado seja o vosso nome: santificação significa credibilidade. Reconheço que apenas a sua palavra e o seu testamento é que deverá ser seguido por nós. Nenhum outro ensinamento será aceito em vosso nome. Nenhum padre, bispo, pastor, mulá, rabino, monje ou profeta terá autoridade para falar em nome de Deus.

Venha a nós o vosso reino: uma nova era para a humanidade foi prevista, ou projetada, ou prometida pela Sua palavra. Essa palavra foi santificada por nós, portanto, é a que deve ser aceita por nós. Ao pronunciar esta frase, nos comprometemos tanto a desejar e aceitar essa harmonia e esse amor celestial e a trabalhar por ele, como a fazer por merecer a nossa presença nesse reino de perfeição.

Seja feita a vossa vontade: nós aceitamos as provas (provas, não obrigatoriamente penas ou sofrimentos) que nos serão impostas para o nosso aperfeiçoamento, sabendo que esta evolução é a condição para que possamos construir juntos o reino prometido. Não significa, no entanto, qualquer aceitação passiva ao destino ou ao fluxo de acontecimentos que nos envolve. Diz respeito apenas às nossas provas.

Assim na Terra como no Céu: significa que estaremos presentes também no Céu para cumprir a vontade de Deus, ou seja, as provas e a evolução não acabam quando a vida acaba. Através desta frase Jesus nos sinaliza, com a certeza, a imortalidade da alma.

O pão nosso de cada dia, nos dai hoje: pão nesse caso como alimento da alma. Nenhum pai alimenta o filho depois de adulto. O alimento da alma são as provas que teremos que passar para sermos “graduados” como construtores do reino de Deus. Mas esse pão é exclusivamente nosso. Cada um tem o seu. As provas se renovam e evoluem a cada dia. Amanhã o meu teste poderá ser diferente. Prova, nossa, de cada dia. E hoje eu peço a minha prova de hoje, porque não sei se amanhã terei a coragem de pedir de novo. Tenho que renovar a minha profissão de fé diariamente.

Perdoai as nossas dívidas: naturalmente cometerei erros nas minhas provas, e cada um deles significará uma dívida a mais a ser ressarcida, ou uma nova ofensa ao Pai que acreditou em mim. Quando ofendo meu irmão, por exemplo, estou desrespeitando meu Pai. Ao pedir perdão, reconheço os meus erros e me comprometo a retratá-los. Uma renovação da fé.

Assim como perdoamos aos nossos devedores: nos mostramos conscientes de que o progresso, a evolução e o aperfeiçoamento se constituem em uma tarefa de todos. Essa tarefa só poderá ser cumprida com o perdão, a ajuda e o amor ao próximo. Ninguém consegue construir o reino de Deus sozinho…

Não nos deixeis cair em tentação: significa pedir força para não perder a fé, para não sucumbir à tentação de desistir de trilhar o caminho do aprimoramento, o que nem sempre será fácil. Nesse momento estou me comprometendo a juntar-me aos que seguem os ensinamentos de Cristo em busca do reino de Deus e a abdicar do mal.

Mas livrai-nos do mal: mal subentende intencionalidade. Uma desgraça trazida pelo acaso não pode ser evitada e não deve gerar revolta. Mas nem todos os percalços serão ocasionados pelas provas a que seremos submetidos, ou pelas dívidas que contraímos com nossos erros. Muitos serão ocasionados pela vontade daqueles que ainda não se encontraram no caminho do bem. Contra esses eventos minha ação é ineficaz, já que estou comprometido com o perdão. O mal é o pior obstáculo ao progresso da humanidade, à vinda do reino de Deus.

Amen: eu me comprometo com tudo que foi dito por mim.

Espero ter sido útil a vocês de alguma forma e peço desculpas pela minha suposta presunção ao preparar esta postagem.

Um abraço fraterno a todos vocês e os votos de um feliz Natal para todos

AMEN!

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